A vista perdida na janela segurava o lápis, pousado sobre o papel rabiscado.
Uma história de mistério com fantasmas simpáticos, como no mundo pessoas oscilam entre o que podem ser, ainda era alvo de desconfiança. Não achava plausível que logo depois de morto alguém tivesse mais poder, muito menos para mais do que vingança da real fonte de dor. Outra conclusão parecia virose do imaginário muito popular no zapear da TV. Mas...
Uma história de mistério com fantasmas simpáticos, como no mundo pessoas oscilam entre o que podem ser, ainda era alvo de desconfiança. Não achava plausível que logo depois de morto alguém tivesse mais poder, muito menos para mais do que vingança da real fonte de dor. Outra conclusão parecia virose do imaginário muito popular no zapear da TV. Mas...
Lembrava-se de filmes, meditando sobre serem sonhados ou embasados no que na verdade apenas não conhecia; se histórias mais divertidas ou mais difíceis de refutar pela recorrência. Alguém que acreditasse na plasticidade de uma ou outra, lidaria com a realidade, independentemente ou não, bem sucedido ou não. Afinal, o fantasma podia ser como pessoas que precisassem lembrar do efeito da gentileza: gostava desse status sem perigo de convite para o 31 de outubro.
Coisa de escritores ruins, suspeitou que escrevesse apenas para pessoas de sua idade. Buscava público ou tema que o desafiasse. Mirando um público, este poderia gostar do produto, mas nem por ser alvo. Estudos da epifania delegavam a experiência para a contradição de um "isolamento ontológico heurístico" no papel, do qual ouvia falar numa palestra na tela, carregando a caneta atrás da orelha.
Como um artista com sua pasta de referências de imagens, fora preso com um livro, que não era tabuada, numa sala, para que os problemas fossem resolvidos no elevador. Devorado pelo autor que veneravam, reencarnado em seu corpo, seria extensão dos que ansiavam por esse brilhantismo tão desiludidos. Quis conversar com ele antes, já então era só guerra.
Tinha de vencer o jogo para poder dizer que não gostava, senão era condenação. Mas o jogo não tinha fim sem outra convenção de historicidade conjunta. Rito de passagem, acima de uma estética própria do cérebro para elas. Tendencioso rito. O depois era a mentira velada; aquela esquina não era continuidade do caminho no qual pisara alegre.
Do desejo que vinha com o do caminho ao desejado, o que achava que sabia não estava funcionando e não achava que assim podia entender algum dia. Brincando com a moeda de que talvez soubesse e só não no momento.
Entusiasmo pelas oportunidades era o clichê dos tios. Mas ter tocado, as roçado, não parecia mais feliz do que o resultado, pela sensação inegável de cada uma. Tais oportunidades não eram de contatos. Nem andava livre do desejo delas.
Descobriu jornal mais cinema novo, folheando-o para sair das cortinas de fumaça. Ele mesmo escrevia pensando mais no artifício do antídoto do que no fato e seus precedentes e consequências. A parcialidade fazia com que lesse imparcial apatia. Lampejos iniciavam a tarde com janelas menos presunçosamente proféticas.
Com formação de que forma?, perguntava-se ao tentar adequar-se ao ritmo do relógio. Não se conformava com aquilo; só o deformava.
Formatação da performance da folha amassada.
Formatação da performance da folha amassada.
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