Respirando o ar fresco da manhã, pressinto e vislumbro entre coragem de perguntar e contar coisas que vem sozinhas e são mais do que se lhes procura. Sem que saiba em qual direção, parece distante no tempo ou no espaço de, quem sabe no máximo mas bastante, um segundo.
Em papéis que se escondem, talvez escondi em papéis, ou guardo aqui também esse ar fresco de ver as bolhas sempre translúcidas. Mais comum ou não em contemplações despretensiosas de quem com a pele sem rugas se deita atento a um pedacinho de céu, quando tudo o mais não cobre mais todo o resto.
Preocupações surgiram de mim ou foi mais o tempo que as pintou?
Primavera que eu não conheço mais...
Não acredito em outra coisa... A primavera continua lá. Palavras vãs a impedem de se espalhar em todas direções em que pétalas e folhas reluzem em gotas e cócegas e espinhos que trazem outras.
A despeito de palavras surgidas no tempo de vento parado, eu sopro.
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