terça-feira, 17 de junho de 2014

Sapatos bordados

Fiz um vestido de cortinas que estampou os movimentos das cores no céu. E entrei na janela aberta para o vento que tomou de volta os lados dela. O tecido se move além dos meus pés, como rodopios das ruas pelas coisas. Subindo e descendo escadas e árvores, brinco e entendo os ramos e as alturas. Atravessando desenhos cegos, faço todo o desenho do labirinto entre um horizonte e outro.

Sóis e planetas procuram virar luas que viram planetas e sóis. Pegadas no chão se espalham em direções sobre outro relevo. Sopros quentes e frescos saem de uma mesma boca como noutros ares assovios diferentes se dispersam como surgem meios. O gelo muda a cor das nuvens que foram desenhadas no chão. Antes de assegurar cadeiras, preparo sapatos ou descalço para andar nesse quadro de molduras.

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