sexta-feira, 10 de maio de 2013

As lâmpadas, o cheiro da mesa e os lados da parede.


Observar procurando e não ver nada é frustrante. }{ Não haveria como dizer algo diferente.
Todos estudando na biblioteca à tarde, quem sabe até à noite, as lâmpadas já estão acesas. Onde a luz é melhor, na sua casa ou onde todos os olhos estão em livros ou cadernos? Lendo o que já se escreveu, escrevendo o que se leu... em todos os seus anos... e ler.
O professor mandou, ficou interessante de útil. Mas no caminho me deparei com outro livro, que parece ter magia espontânea, não roubada, e que apareceu para mim só porque vi...
Venta fraco. É o fim de um dia pacato. Nem posso pegar aquela bicicleta simpática largada e brincar como se todo mundo concordasse que ainda é o mais certo a se fazer... Na parede estrelas desenhadas que conversam com o entardecer por mim, enquanto me lembro das estrelas de verdade contribuindo para o mistério no qual elas se acomodam. Dá impressão de que mergulhei fácil nessas cores. Puxo você para cá. Vou enquanto vejo você se aproximar. O sol se afasta e tudo bem se a gente tem luar... Um lapso me impele em busca de portal do universo de outrem, ou outro de ninguém.
Olhei pela janela e tinha um conhecido. Não é como se tivesse significado, mas certamente seria uma chance de dar. As coisas combinam um dia, no outro não, não se sabe se tem relação. Duas direções se ativam constantemente. ... Deixe-as fazendo isso. Esse nada nada só pode ser algo. Pode ser nada. Você esquece o qualquer vazio com a obrigação de preenchê-lo sem pressa, antes que se esqueça e mergulhe no nada.
Costumava sonhar com um castelo sujo e cheio de chuva que sempre fica no caminho, agora só o pressinto. Olhando pela janela me vejo presa como criancinhas que não podem sair para brincar na rua.
O tempo voltou para a hora dos últimos raios de sol reais, não tinha visto as nuvens.
No cheiro típico da mesa de madeira me encaminho a estrelas, alvenaria aparente e murais antigos e embaralhados. Vem a mim a sensação de uma aula de teatro, siar pensando na angústia do improviso... Tem graça constrangimentos marcados no rosto, desleixo evidenciado, porque e porque não que se desfaz. É leve diferentes mundos a partir de um manifestados.
De manhã “oi”, de noite “tchau”...
À tarde;
Boa tarde.

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