sábado, 8 de junho de 2013

Submarinos


       Hoje tive um sonho sobre imaginação, pensamento, visualização e realidade, no qual eles se confundiam com o vício do sono...: 

      Sem controle de seus delírios, preso num submarino em meio a uma disputa por supremacia da qual ele só queria sair, um sujeito tornava reais tais imagens fora dele, ao entrar na mente do outro e mostrar o que via, fazendo e desfazendo dor; querendo e não querendo fazê-lo, porque ele estava só sonhando e não conseguia acordar. Não sabia quando a interferência mudaria fisicamente, permanentemente a realidade ao redor, sussurrando em todos os níveis o que as coisas deveriam ser. Em dado momento não sabia mais o que era o que ou porque devesse ligar para a diferença, talvez não se alcançasse mais ou não pudesse alcançar o real das coisas para deixá-las ser, como ele queria antes que cada um fosse, porque se defendera preventivamente e de repente sua intenção não era suficiente para segurar o impulso. As coisas se provavam reais nelas mesmas na interferência pulsional fora de controle tão evidenciada, tão intensa. Era a aparente arbitrariedade de um mundo todo que nascesse de cada coisa dele que não conhecia. E ele não se lembrava de nada além daquela profusão surreal. Não queria ter começado, contudo ao tentar colocar as coisas no lugar, agora balançava de acordo com as ondas também não tão independentes do mar.

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