As cigarras zumbiam acima de sua cabeça. O barulho oscilava ao redor.
Talvez parte dele se devesse aos condicionadores de ar barulhentos ou máquinas
de algum laboratório do prédio ao lado. Não se lembrava mais do que o atraíra
àquele lugar cheio de mosquitos. Talvez fosse só um bom dia. E uma bela vista
então seria a tênue inspiração, a sutileza se mostrando como tal. E ele
apreciava a vida alheia se desenvolvendo bem, como uma boa imagem,
possivelmente porque assim era provável esbarrar-se com ela.
Os macaquinhos às vezes curiosos ou receosos o cercavam, mais
interessados por comida. Na noite anterior esperara quase como naquela tarde. As
cigarras eram como um alarme apitando. Estariam conversando? Antes aquilo do
que murmúrios estendedores de tédio. Essa espera se devia as coisas em relação
a ele sobre ele mesmo, em relação aos outros ali, em relação a todos ali, a
todo mundo lá ou a própria coisa? Que coisa influenciaria a coisa criando que
coisa nela?
Pensar tanto no tédio sem cuidado poderia lhe fazer mal. É uma ideia
volúvel.
A árvore à frente lembrava suaves aventuras legítimas e as imaginárias
como expectativas, insinuando sua madeira amarela mais atraente ao sol. Se subisse
até em cima sabia que seria uma conquista, descobriria um padrão, teria uma
saída. Sentia falta de palavras mais fiéis e aprofundava-se em seus delírios.
Então se levantou para reservar o equipamento para estudo no fim de semana.
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