Entrei na folha amarela flutuante da poça de água suja, parente distante de palmeiras e suco de fruta. E deitei-me sobre ela numa parede de doce e sol.
No fundo de um lago, senti-me um pássaro que queria ser um lagarto. E ouvi dizer que algumas nuvens queriam ser pedras, que queriam ser algas marinhas.
Envolvi-me em renda negra entre paredes brancas distantes da luz, como teia de aranha que capturasse tranquilidade para minha aflição.
Janela trincada, parente de vidros de perfume vazios, com suas linhas de prisma que levam a saudades, perto dos meus olhos, sob os meus dedos.
Tive saudade de quando conhecia a costura do tecido da minha roupa em cenas de filmes antigos, com closes de mãos e pensamentos, sob o calor do desgaste lento, no lugar onde te encontrava, sem ter de esperar.
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