Aí saiu na varanda fantasiado com qualquer coisa que achou e misturou e, como que em cima de um palco, já suado, se esgoelou continuando a performance, como uma declamação musical alucinada:
"Fulano disse para eu botar os pés no chão... "Mas de sapato!" ...Coisa que eu ainda não tinha inventado...
Quebrei o nariz! Ou quebraram. Ou nem era meu. Ou nem mesmo um nariz?
Fui embora só com a roupa do corpo. E só te levo comigo se juntar um troco no crescer o mundo um do outro no meio novo que me deixa surpreso e esvai o "louco".
Voltas para a "realidade"! Não me peça para dizer como coisas são. O que sei e não sei... Não tento não saber. Nem forço o que vai ser... "Opa!", quando tendo a me esquecer... corro e pulo e berro em birra... e me esborracho com vontade... e é bom! bom bom "bombom" cabum!
Como as coisas acontecem eu não sei! Eu sou burro. Vou experimentar! Cada coisa em seu ou fora do lugar; sou um cientista maluco! sem jaleco, sem ciência, sem vidrinhos sem quebrar... C-c-c-"Como vou me arrumar?"?!:
Só tenho o tempo de me obcecar por uma coisa ou me deixar ir com o que vier. Me balançar... Mudar de ideia...
Cada um perde o tempo que quiser! Na correria perco a noção de tempo! Perdi de novo... Mas tudo bem! Assim a gente não se desentende e não me aperto contra sei lá o quê... Porque a minha roupa do corpo é de brincadeira também."
Então agradeceu à atmosfera sobre a atmosfera, ou algo do tipo, completando:
- Essa foi "Qualquer coisa qualquer" como qualquer coisa qualquer que tenha sido ou que seja! Para quem não entendeu: eu estava fazendo bagunça com a bagunça!
Alguns ficaram com medo dele... O moço mesmo nem viu nem ligou.
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