sábado, 3 de agosto de 2013

Análises várias


Quando via algo que lhe interessava bastante, já não sabia como reagir. Sonho, obsessão, não sabia; mas afazeres. Um rapaz a quem não conseguia cumprimentar mesmo que sentasse ao seu lado ou olhasse para ela. Seu nervosismo a levava a tentativas vazias de encontrá-los, que se repetiam em sonhos nos quais se via falhar ao implorar o acaso, ainda resistindo à consciência da realidade. Era ainda torturada por seus próprios pensamentos e sonhava muitas vezes que ele era de outro mundo, como uma borboleta a ser capturada. Revoltava-se com o mau funcionamento do serviço de encorajamento. 
(Só porque quem ouve acaba repassando algumas observações de outros e dele mesmo, continuou ouvindo os lamentos da garota admitindo sua estupidez infantil, sem poder apressá-la...) 
Acordava de olhos fechados. Sem querer abri-los, já que não compreendia como lidar com a atração que sentia e sua insegurança, sua projeção em seu objetivo. Sabia que tinha de ter o controle de si de volta, mas almejava que, se conseguisse, tivesse o que quisesse, então seu controle estava novamente fora dela. Quando sua determinação inflava e explodia. A sensação (inexplicável) da possibilidade de que a vida estivesse mesmo presa dentro de outrem não cabia nela. E a moça não poderia olhar-se no espelho como a pessoa que não serve nem a ela mesma nem a nada. Com medo de descobrir a pior coisa, de ir rumo a essa conclusão voluntariamente, sem ver, foi parar naquele lugar silencioso, sem saber tanto como.

[...]

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