- Eu vou te contar porque você quer tanto contar o que te aconteceu. É como na história pura figura de linguagem da moça que em frente a muitas pessoas, muitas mesmo, parecia tão comum e compreensiva de todas as personalidades que beleza lhe acompanhava. Porém, rodeada de poucas pessoas a uma distância razoável ela começava a escurecer de acordo com o obscuro no juizo dos presentes. Quanto menos pessoas mais sua aparência era marginalizada, intimidadoramente transformada. Quando com uma única outra pessoa ela virava uma sombra da qual não se podia aproximar, pois com a proximidade tomava forma asquerosa de um ser aparentando geralmente um monte de pontos negros exalando umidade. E o que se via era o que se tocava. A agonia da moça era grande e só sabia escapar da maldição escondendo-se e sendo apenas um ser sem rosto no isolamento de sua casa.
Silêncio perturbado.
- Quero dizer que você quer ser como ela diante de muitas pessoas e tem medo de não se explicar bem e ser interpretada como repugnante por quem pode te olhar sem cuidado.
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