Cadarços desamarrados: Um lugar à sombra; não
pensou em se levantar, distraído em como incidiam sobre as árvores satisfeitas, de como proteger-se dos raios impiedosos que aumentavam a angústia da espera do
ônibus. Batucando a ansiedade com os pés, percebeu as cordas soltas, frustrando-se por tê-las sujas por um descuido bobo.
O sol consumia seu
frescor e o rapaz resignava, aquele não tinha porque devolver. Supôs que preferisse provocá-lo e por
pouco não o tenta convencer de outra coisa com uma careta, voltando antes a pensar
dentro de seu corpo. O grande também alcançava paredes associadas a
condicionadores de ar ou bons telhados e redes...a final.
O movimento na avenida era de poeira e fumaça. E ao
final da observação profusa, o carma de sua indisposição, se surpreendia, era o
samba. O colorido de uma rua tão sem
graça. Como um chamado às esquinas, para novas ruas e surpresa. Diferentes
paladares apreciando diferentes sabores de sorvete... Que antes de não ter onde
comprar não tinha o dinheiro. Se tivesse, todavia, hesitaria testando a volubilidade
do desejo.
Uma nuvem no céu amenizou algo que não sua
indiferença; Parecia natural que chovesse. Estava suado em muito pouco tempo.
Vrum vrum! Sentou-se ao lado de uma dona perfumada; E vruuuuuuum... Desceu. Seguindo seu caminho para o abate.
Uma manifestação na rua; Transeuntes egoístas reclamando
de um barulhinho sem nem engarrafamento, perdoaria a
patética estupidez ignorante, considerando o vazio existencial dentro de tais sujeitos? Afinal compreendia... e tinha que... já que... Irritou-se por parecerem simpáticos os manifestantes
transtornados prestes a serem ignorados por manterem-se organizados quiçá esperando que a gente se inteirasse do panorama caótico por trás de desconfortos que se
desdobram e se estendem, às vezes como uma batata quente e que alguém levava
como natural e outro convencia por sua autoconfiança...
Só esperava do dia o seu fim...
Só esperava do dia o seu fim...
Não poderia acreditar num bom meio se ainda esperavam
que ele tomasse conta das apologias à estupidez e ignorância egoístas. Ensejava o fim de toda esperança, para que pudesse respirar e esperar o fim de tudo e
então pudesse abdicar de um fingimento de que algo, os outros importavam. Importavam
como figuração. Uma figuração e um cenário que o agradassem. De outra forma
continuaria sozinho sem porque abandonar seu mundinho negligente, sem como
curtir o acaso de existir. Se encontrava no limiar pelo equilíbrio de dois
finos fios... Ainda podia lembrar-se dos perfumes das pessoas que o cercaram no
ônibus. Não de seus rostos, mas...
Uma moça parou à sua frente com outro aroma, nostálgico.
E um sorriso bobo de avó para uma criancinha estendeu o momento. Olhando para o
lado, entretanto, alguém reclamava a espera, como se ninguém mais sentisse,
precisasse ou importasse além da situação dele. Socos. Calma... O sorvete.
Caminhava para o abate.
Pegou sua carteira. Seus trocados haviam sido
violados por mãos egocêntricas com quem não podia conversar. E o que fazer...?!... Sorvete já era
muita delicadeza, precisaria agora rasgar com os dentes, como um...
Quanta culpa tinha ele? Do começo era o que o se
movia...
Se ignorasse a situação poderia construir. Não.
Alguém o expulsaria dele mesmo. Invadiria por ser grande. Roubaria por ser
muito. Em relação ao que quisesse para justi...
Não. Alguém estava roubando o mundo todo com medo de que outro fizesse o deserto...
Era preciso ver como ajustar o que desse certo. Isso seria
a simples falta de nó, dos ruídos do velho e da moça impacientes, o abandono
dos manifestantes, a tarefa que não fizera, o amor que não declarara, a dúvida
que não esclarecera... Voltando a isso:...
A oportunidade passada não deveria ser um débito a
pagar, apenas um aprendizado, liberdade para um reconhecimento eficaz de
situações com elementos de deleite e impulso, o potencial de extensão...
Mais cedo, tentara ligar a moto largada na garagem e
não conseguira - diz-se que acontece de ser mais difícil quando não ligam por muito tempo.
Fora o jeito que não conhecia ou reconhecia, suas pernas se cansaram e ele logo.
De todo modo não ousaria sair... Já devia ter esse ímpeto... Não... importa.
A um passo do abate; a competição. A metodologia vazia
emergia na memória. E alguém perguntava ao professor coisas que lhe bastava.
Perguntas egoístas, fora de hora, que interrompiam a fluidez? talvez por essa
nem ter se dado. Cabeças com sistemas, ideias, objetivos, esquemas diferentes
da dele. Não queria viver no mundo em que fossem melhores, porque não eram... A
não ser como o que faltava a ele... Não acordaria e se desenvolveria ali. Contribuir
queria, mas não havia conversa. Outros também se sentiam intimidados. Teria de ajudá-los
a falar e estarem presentes e então se exercitar no mesmo. Tentativas anteriores,
no entanto, pareciam sinais de... A frustração o impregnara. Um sinal de não
agora, não ainda? Deveria suar mesmo que fosse uma questão de aleatoriedade? Tinha
de pensar no que mais gostava sem tempo por ter de pensar no que menos... Sem
nenhum resultado, sem progresso... Caminhando para o abate.
Estende-se o prazo. Recomeçar limpo e voltar ao mesmo
conflito inevitável e desnecessário no outro dia? Poderia pular essa parte e
acordar curado? Doença... Exagero... Graça...
O que deixou largado e jogaram fora... Bem ou mal? O
que jogou fora e insistiram... Bem ou mal? O que guardou no lugar e encontraram
e pegaram... - Limitação! ...O que desapareceu... Bem ou mal? E o que virou lixo...
Lápis sem ponta e sem apontador. Uma senhora tropeça e ele estava olhando e olhou e ela sorriu e se desculpou. E ele sorriu. Coisas das quais tinha culpa... Não. Claro... Pensava em não cristalizar... E a iminência de sua presença rondava arrepiando sua nuca ou tensionando seus ombros... Diria com licença e obrigado? Continuava no seu canto transtornado. Não era verdade que cada um tinha uma diferença... igual?... Segurava aquele arrepio por um triz... Para que não fosse embora...:
Um moço corre o outro corre junto, o motorista vê.
Agradecem. Uma moça torcia por eles e fica feliz. Outro chega e vê. Pensa na
vida. Outro acha graça de uma cara séria. Um cai, um ajuda. Um chora. Um sorri, um sorri. Um pragueja. Um acha graça, um acha graça. Um ri. Dois discutem. Começa de novo. Dois se entendem... Um conta. Outro sente. Um comenta. Outro se lembra. Outro muda. Outro acorda. Outro leva um susto. Um deita. Outro pula. Um cantarola. Outro batuca. Um se balança. Um olha. Outro desvia. Um quer. Outro quer. Um desvia. Um treme. Um corre. Um senta. Um tropeça. Um aponta. Um se esconde. Um pisca. Um acena. Um pesca. Um mergulha. Um caminha. Um sobe. Outro desce. Um circula. Um espera. Um persegue. Um foge. Um deixa. Um oferece. Um levanta... Uns e outros e pra sempre e nunca, uma vez e outras, coisas e diferentes... E...
levitei no seu fluxo de consciência
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