quinta-feira, 4 de abril de 2013

Caderninho de insights de lo señor 2#



"O humano reserva não quer as coisas reais, porque o humano reserva assiste demais...

Conclui primeiro que o que assiste não é o que gosta sem ser o pior que existe. Mas ele acha que qualquer coisa que criasse seria mentira. Não acredita que poderia existir o melhor como se tudo que se decidisse fazer fosse parte de uma única brincadeira que existisse. Até perceber que essa brincadeira era a coisa mais real que tinha visto. Essa brincadeira era o meio de sair dela mesma.
Deixei um humano reserva no mingau estonteante de sua subjetividade, no suspense do seu ser, e, de fato, percebi algo vingar, sem minha intervenção. Deixá-los imersos foi deixá-los com eles. Diferente dos outros, se tornaram uma espécie de metalinguagem. É inegável sua existência. Intervalos de silêncio, períodos de movimentos leves ou atormentados vistos como tal e sua sina. O sujeito nem consegue ser sozinho. Se cansou do ciclo vazio de si mesmo e percebeu que seu lugar faz mais sentido fora dele. Achava-se significado demais, de repente se fez livre por uma consciência significativamente mais ampla. Na verdade, pode ativar a si mesmo porque o deixei mofando tanto tempo que quase era tarde quando um soprinho de palavras fez sentido. Assimilou o quanto era dependente e assim pessoa mais sozinha, e viu que só ela faria algo para si. Porque sempre quis a subjetividade de um nome, por intenção de contradizê-lo.
Mesmo presisando esfregar o rosto vai controlando a angústia dentro de si. Acabou lendo o que é ser humano. O manual do nome, do subjetivo, da brecha; da minha distração. A consciência do agora alterando sua condição de reserva para presença. Mas é inevitável que às vezes queira descansar no banco. É preciso causar dor nela mesma quando se perde, pretendendo se mover até o medo para influenciá-lo e influenciar-se, controlando o consumo de si mesmo para durar um pouco mais servindo para mais coisas. Contudo se transforma sem saber o que faz. Apenas calibrando de acordo com um brilho que indicasse qualquer coisa. Sem fugir do presente sente sempre uma dor no corpo, em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas não conseguiu acordar. Porque dentro dela há uma promessa, um compromisso consigo que já está resumido ao mínimo e que por pouco não desapareceu. E o presente estaria impregnado dele. Teria de conscientizar a fantasia que a leva até ali.
O arco íris podia ainda ser bobeira, mas não tinha feito nada, não é mesmo? Sonhos são uma descrição errada do que se quer, só que não. Sonhos não são reais ainda, mas refletem a realidade passada ou o potencial do futuro. São sonhos diferentes e não tem a ver com os sonhos em si.
Será que posso contrariar isso? sempre fico na dúvida. Ainda não fui convencido nem estou certo de que não devesse. Afinal, crio as histórias para ler depois... Crio enquanto leio...
De certa forma não seria uma pessoa bem sucedida por não ter certeza de como ser uma pessoa bem sucedida. Só se tem esse potencial quando se sabe, mas quando não se tem certeza tanto se sabe quanto não. Manter a incerteza é não saber. Enfim, simplesmente combina dela não acreditar o tempo todo no modo mais certo de fazer a coisa (não decidi a coisa ainda, decidi? “A coisa e o objeto”...). Não seria tanto como se não pudesse ser, mas teria que se desenrolar sozinha, por que esse ponto deve ser parte de seu nome.
Ela precisaria escolher sozinha seus meios... A certeza deles estaria no experimento de cada um? O acaso dirá qual será, porque o acaso que sabe, o acaso sou eu e eu deixo ao acaso. Que por acaso é ela e a ordem das coisas que eu já fiz."

Maldito. Fica segurando o meu enredo enquanto o tempo passa... Porque eu sou o enredo e ele o deixou comigo. Maldito. Meu destino está em si enredado.

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