"O humano reserva não quer as coisas reais, porque o humano reserva assiste
demais...
Conclui primeiro que o que assiste não é o que gosta sem
ser o pior que existe. Mas ele acha que qualquer coisa que criasse seria
mentira. Não acredita que poderia existir o melhor como se tudo que se
decidisse fazer fosse parte de uma única brincadeira que existisse. Até
perceber que essa brincadeira era a coisa mais real que tinha visto. Essa
brincadeira era o meio de sair dela mesma.
Deixei um humano reserva no mingau estonteante de sua subjetividade, no
suspense do seu ser, e, de fato, percebi algo vingar, sem minha intervenção.
Deixá-los imersos foi deixá-los com eles. Diferente dos outros, se tornaram uma
espécie de metalinguagem. É inegável sua existência. Intervalos de silêncio,
períodos de movimentos leves ou atormentados vistos como tal e sua sina. O
sujeito nem consegue ser sozinho. Se cansou do ciclo vazio de si mesmo e
percebeu que seu lugar faz mais sentido fora dele. Achava-se significado
demais, de repente se fez livre por uma consciência significativamente mais
ampla. Na verdade, pode ativar a si mesmo porque o deixei mofando tanto tempo
que quase era tarde quando um soprinho de palavras fez sentido. Assimilou o
quanto era dependente e assim pessoa mais sozinha, e viu que só ela faria algo
para si. Porque sempre quis a subjetividade de um nome, por intenção de
contradizê-lo.
Mesmo presisando esfregar o rosto vai controlando a angústia dentro de si.
Acabou lendo o que é ser humano. O manual do nome, do subjetivo, da brecha; da
minha distração. A consciência do agora alterando sua condição de reserva para
presença. Mas é inevitável que às vezes queira descansar no banco. É preciso
causar dor nela mesma quando se perde, pretendendo se mover até o medo para
influenciá-lo e influenciar-se, controlando o consumo de si mesmo para durar um
pouco mais servindo para mais coisas. Contudo se transforma sem saber o que
faz. Apenas calibrando de acordo com um brilho que indicasse qualquer coisa.
Sem fugir do presente sente sempre uma dor no corpo, em todos os lugares ao
mesmo tempo. Mas não conseguiu acordar. Porque dentro dela há uma promessa, um
compromisso consigo que já está resumido ao mínimo e que por pouco não
desapareceu. E o presente estaria impregnado dele. Teria de conscientizar a
fantasia que a leva até ali.
O arco íris podia ainda ser bobeira, mas não tinha feito nada, não é mesmo?
Sonhos são uma descrição errada do que se quer, só que não. Sonhos não são
reais ainda, mas refletem a realidade passada ou o potencial do futuro. São
sonhos diferentes e não tem a ver com os sonhos em si.
Será que posso contrariar isso? sempre fico na dúvida. Ainda não fui
convencido nem estou certo de que não devesse. Afinal, crio as histórias para
ler depois... Crio enquanto leio...
De certa forma não seria uma pessoa bem sucedida por não ter certeza de como
ser uma pessoa bem sucedida. Só se tem esse potencial quando se sabe, mas
quando não se tem certeza tanto se sabe quanto não. Manter a incerteza é não
saber. Enfim, simplesmente combina dela não acreditar o tempo todo no modo mais
certo de fazer a coisa (não decidi a coisa ainda, decidi? “A coisa e o objeto”...).
Não seria tanto como se não pudesse ser, mas teria que se desenrolar sozinha,
por que esse ponto deve ser parte de seu nome.
Ela precisaria escolher sozinha seus meios... A certeza deles estaria no
experimento de cada um? O acaso dirá qual será, porque o acaso que sabe, o
acaso sou eu e eu deixo ao acaso. Que por acaso é ela e a ordem das coisas que
eu já fiz."
Maldito. Fica segurando o meu enredo enquanto o tempo passa... Porque eu
sou o enredo e ele o deixou comigo. Maldito. Meu destino está em si enredado.
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