domingo, 30 de dezembro de 2012

Céu limpo, tempo parado.



Alguém estava de mau humor e outro lembrou que um dia ele tinha gostado da simples chuva. Alguém disse que não estava chovendo, não poderia lembrar e pensar numa chuva de mentira. Isso tudo porque alguém não queria saber das descobertas amorosas e os poemas de outrem. Mas outrem disse que um outro apaixonado era como a chuva. Alguém compreendeu e quis estar apaixonado. Mas o amor para ele era como a chuva de mentira. Ficou curioso da situação do outro (não que quisesse ouví-lo) procurando o que era e como caía aquela chuva. Descobriu que ela vinha do céu e não da madeira de sua caixa. Mentira. Esboçou essa descoberta achando que o impulsionaria. Era outra chuva que não estava caindo.

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